Quinta-feira, 10 de Setembro de 2009


                        A manhã está a nascer
                        O galo já está a cantar
                        Já não consigo dormir
                        Eu vou-me já levantar

 

                        Toca o sino na aldeia
                        O relogio bateu as quatro
                        Tenho que me levantar
                        Hoje é dia de ir ao mato

 

                        Espreitei pela janela
                        Na rua já ia o José
                        Vou acender a lareira
                        E vou fazer o café

 

                        Bebo um pouco de café
                        Como um pouco de pão
                        Ponho a corda ao ombro
                        E afio o meu podão

 

                        A manhã está bonita
                        Canta toda a passarada
                        Cá vou eu pelo caminho
                        Ao som da bicharada

 

                        Assustei-me um bocadinho
                        Estava a roçar o mato
                        Olhei para o lado e vi
                        Era o miar do meu gato

 

                        Ponho o molho ás costas
                        Já eram seis e tal
                        O galo continua a cantar
                        Berra o gado no curral

 

                        Deito o mato ás cabritas
                        Vou á poça do loureiro
                        A água está por andada
                        A regar sou o primeiro

 

                        Deito a água ao milho
                        Também rego a horta
                        Está um carro a apitar
                        Tanho o peixeiro à porta

 

                        Vou ordinhar as cabras
                        Vou à adega levo vinho
                        A mulher vai fazer o queijo
                        Eu bebo um copo de vinho

 

                        O sol vai alto está calor
                        E eu aqui a pensar
                        Tenho tanto para fazer
                        Vou mas é descansar

 

António Assunção


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publicado por ala-goulinho-poemas às 12:18
ola meu caro amigo
é sempre com muito prazer que leio os seu poemas
poeta do povo
Meua migo Assunção pod dizer me o que aconteceu ao blog da Lourdes?
O AÇOR?
fui para visitar e notei que estava removido
Vou enviar um mail á Loudes a perguntar lhe o que aconteceu


um abraço amigo
luis antunes a 10 de Setembro de 2009 às 22:03

António,
Você retrata bem a vida no campo, nessas quadras.
É bom ler a poesia popular.
Abraços.
Maria Lúcia a 12 de Setembro de 2009 às 16:16

Olá amigo António!
Muito obrigado pela visita ao blog s/ Algodres e pelo seu comentário. Vejo que a veia poética continua em forma!
Um abraçlo algodrense,
Nuno Soares a 14 de Setembro de 2009 às 14:58

Ola meu caro amigo António
Em primeiro lugar quero desejar lhe a s maiores venturas na sua aposentação, e que a goze muitos anos com saude e alegria
Ao mesmo tempo desejo lhe uma optima estadia no seu Goulinho gozando desse sossego e respirando o ar puro da serra do Açor.
Continuarei a visitar VOOZ DO GOULINHO e ALA Poemas
Depois durante a sua ausencia terá sempre ao dispor o meu endereço eletrónico para qualquer eventualidade
Um abraço e boa vindima pq depois vamos lá provar o vinho
Luis Antunes
luis antunes a 20 de Setembro de 2009 às 12:12

Gostei das quadras que fazem lembrar os meus tempos na minha aldeia Algares. Um abraço e um Feliz Ano Novo para o senhor Assunção.
Andesman a 29 de Dezembro de 2009 às 21:17

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