Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

                         

                        Eu não quero o que não é meu
                        O que é dos outros eu rejeito
                        Eu quero pelo que é meu
                        Que tenham o mesmo respeito

 

                        Sempre que encontro um perdido
                        O mesmo é perder o sono
                        Sinto em mim grande desejo
                        De o entregar ao seu dono

 

                        Um pagamento bem feito
                        Deve-se conferir o troco
                        Ficam dois enganados
                        E ás vezes por tão pouco

 

                        Eu gosto de conhecer
                        Gente boa gente honesta
                        É dificil encontrar
                        Dessa já pouco resta

 

                        Aldrabões e vigaristas
                        Há em toda a parte
                        São sempre bons artista
                        São famosos têm arte.

 

                       

Antonio  Assunção      


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publicado por ala-goulinho-poemas às 12:51
Pois é, amigo António. Honra é uma virtude em vias de extinção.
Um abraço.
Lourdes a 11 de Julho de 2009 às 00:53

Caro poeta brejeiro
De seu nome “Assunção”
Eu venho aqui a terreiro
Dar novas de ocasião.

Quis o acaso que lesse
Os poemas que escreveu.
São poemas com interesse
Já muita tinta correu.

Seus poemas compilei
Por gostar de poesia
E nalguns eu encontrei
Bom humor e harmonia.

Eu também já tenho netos
Minha idade são setenta..
Meus poemas são projectos
Minha escrita é ferrugenta.

Em boa verdade eu digo
Ter gostado do que li.
Suas quadras eu bendigo
Nesta linhas que escrevi.

Eu gostava de ter tempo
E de mais versos fazer.
Não passam de passatempo
Quando há horas de lazer.

Apesar de reformado
Eu continuo ao serviço.
A trinta pago ordenado
É bem grande o compromisso.

Nas brejeirices que faço
Entre amigos me deleito.
Nelas mando o meu pedaço
Com vernáculos a eito.

Também sei ser comedido
Fazendo coisas formais
Para por todos ser lido
Mas são jogos florais.

E por hoje aqui me fico
Receba meus cumprimentos
Consigo fiquei mais rico
Eu não sou de fingimentos.

Jaime Vilas-Boas
http://poetabrejeiro.blogspot.com/
Jaime Vilas-Boas a 19 de Julho de 2009 às 01:54

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