Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

Nasci em colchão de palha

Que outros colchões não havia

Vou vivendo como calha

Hora a hora dia a dia

 

Nasci sem razão de ser

Eu não pedi para nascer

Quero ter direito á vida

Deixem-me apenas viver

 

Num mundo apodrecido

É um salve-se quem puder

Um pai não educa um filho

E abandona uma mulher

 

Hoje sou homem, sou pai

Tenho o amor de uma mulher

O carinho dos meus filhos

Que mais é que um homem quer?

 

Hoje vejo os meus netos

E comparo o meu passado

Muito felizes eles são

Ao terem os pais ao lado

 

Tenho ou não categoria

Eu peço a Deus que me valha

Não me importo de morrer

No mesmo colchão de palha

 

António Assunção

 

 

 



publicado por ala-goulinho-poemas às 17:56
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