Domingo, 27 de Junho de 2010

O Goulinho

É terra linda

É pequenina

Não tens igual

Estas na serra do Açor

És um amor

Em Portugal

Goulinho

És verdejante

O sol é escaldante

Em dias de verão

És um lugar pequenino

Estou contigo

No coração

A tua água

É fresquinha

É Cristalina

Nasce no monte

Venham até ao Goulinho

Beber a água

Da nossa fonte

Oliveira do Hospital

È o meu Concelho

Não há igual

Aldeia das dez

É Freguesia

Do meu Goulinho

Que é Portugal

 

António Assunção

 



publicado por ala-goulinho-poemas às 15:10
Quarta-feira, 23 de Junho de 2010

Em tempos que já lá vão

O fado cá era assim

Desafiava um amigo

Para cantar ao pé de mim

 

Eu andava lá longe

E ouvi o teu pedido

Por isso vim a correr

Para vir cantar contigo

 

Para vires cantar comigo

Amigo do coração

Dá-me cá um abraço

E um aperto de mão

 

Agora que te abracei

E apertei a tua mão

Continua a desgarrada

Que é a tua obrigação

 

Parece que vens com pressa

Andas mal habituado

Tu andas sempre a correr

Tens aspecto de cansado

 

Muda mas é de conversa

Já me estás a chatear

Não vim para ouvir sermões

Eu vim aqui para cantar

 

Estás a ficar nervoso

E já não tens pedalada

Para inventar a cantiga

Nesta nossa desgarrada

 

Estás-me a provocar

O teu corpo está a pedir

Ainda te vais engasgar

Eu vou-me ficar a rir

 

Vieste aqui para cantar

Mas trazes pedras na mão

Vens armado em cordeiro

Mas o que tu és é leão

 

Estás a falar de feras

Tu és um grande matreiro

Se não te portas como um homem

Levas um pontapé no traseiro

 

Já está a cheirar mal

Essa tua cantoria

É melhor tu ires pregar

Para outra Freguesia

 

Então vou-me despedir

Vou partir eu vou-me embora

Mas espero cá voltar

Numa outra qualquer hora

 

Volta que és bem recebido

Te digo com alegria

Também de ti me despeço

Adeus até qualquer dia

 

Os dois aqui moramos

Neste nosso lindo cantinho

Gostamos da nossa terra

Que se chama o Goulinho

 

António Assunção

 

Fica aqui uma recordação de como se cantava o fado serrano à desgarrada nos bailes no meu Goulinho.

 

 

 

 



publicado por ala-goulinho-poemas às 20:41
Terça-feira, 08 de Junho de 2010

Ó Goulinho Ó Goulinho

Terra da minha paixão

Foi aqui que eu nasci

Estás no meu coração

Ò Goulinho estás na Beira

Na Beira estás no centro

Estás na serra do Açor

Não me sais do pensamento

 

Goulinho terra altaneira

Na encosta cá da serra

Virada ao sol no verão

Goulinho é minha terra

Como é linda a minha serra

Eu gosto da Freguesia

Gosto da gente da terra

É boa tem alegria

 

Eu acordo de manhã

Com o som da passarada

Dão o bom dia ao povo

Numa alegre chilreada

Goulinho és um presépio

Nesta serra de encantar

Até o Menino Jesus

Gostava de cá morar

 

Eu gosto do meu Goulinho

Ouçam bem com atenção

È uma terra pequenina

Mas faz parte da nação

Tem gente trabalhadora

Que gosta da sua serra

Mesmo longe do Goulinho

Não esquece a sua terra

 

Goulinho é terra verde

Nesta verde floresta

Respiramos o ar puro

Não há terra como esta

Goulinho meu paraíso

És bonito sem igual

Uma terra pequenina

No centro de Portugal

 

António Assunção



publicado por ala-goulinho-poemas às 19:42
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