Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

 

                Toma lá, minha menina
                Este ramo que te fiz.
                Cada flor é um beijo
                Para que sejas feliz

 

                O vestido que comprei
                Não é cetim é de chita
                Foi para dar ao meu amor
                Á minha cara bonita

 

                Andorinha vais tão alta
                Baixa e vem-me trazer
                Aquilo que a mim me falta
                E que eu não sei dizer

 

                A água é coisa que passa
                A água é coisa que canta
                O teu corpo meu amor
                É aquilo que mais me encanta
               
                A voz é coisa que vai
                A voz é coisa que fica
                A verdade meu amor
                É a coisa mais bonita
               
                Deve dizer-se a verdade
                E sempre na hora certa
                A verdade que é mentira
                Será sempre descoberta

 

                António Assunção


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publicado por ala-goulinho-poemas às 19:34
Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

                Quando eu nasci chorei
                Nasci dum parto com dor
                Eu vir cá para este mundo
                Agradeço ao Senhor

 

                Fui para a escola aprendi
                Não cheguei a ser doutor
                Eu sei ler e escrever
                Eu dou graças ao Senhor

 

                Foi menino foi rapaz
                Educado com amor
                Cheguei á maior idade
                Agradeço ao Senhor

 

                Mobilizado fui para a tropa
                Eu vi por lá tanta dor
                Regressei são e salvo
                Agradeço ao Senhor

 

                Casei tivemos filhos
                Criados com muito amor
                Agora já tenho netos
                Agradeço ao Senhor

 

                Deus perdoai meus pecados
                Quando deste mundo for
                Saude cá para os meus netos
                É o que peço Senhor

 

                Antonio Assunção



publicado por ala-goulinho-poemas às 19:29
Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009


O rio desce manssinho
Vem do nascente
Mensageiro amoroso
É água corrente
Só o murmurio do rio
Desliza pausadamente
Parece trazer recado
Vai dize-lo doucemente
Vai dize-lo ao ouvido
Ao salgueiro ao amieiro
Vivendo na sua margem
É o que encontrar primeiro
A neve derreteu
Lá no cimo da serra
Trago-a aqui comigo
Vamos regar a terra
O cheiro das flores
O cheiro dos animais
Berra o gado nos corrais
Este perfumado cheiro
Que embriaga todos nós
Pressa o rio não leva
Para chegar á foz
Mansso sonolento
Parece não ser quem era
Porque traz de companhia
Nossa querida primavera


Antonio Assunção


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publicado por ala-goulinho-poemas às 09:00
Terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009


Quando para ti olhei
Tu nem para mim sorriste
Olhaste para outro lado
Fingiste que não me viste
Eu queria que fosses minha
Fiz tudo para te agradar
Tu não olhavas para mim
Estavas-me sempre a gozar
Estavas na tua janela
O teu olhar era triste
Fiz um sinal e chamei
Fingiste que não me viste
O amor que eu te tenho
É amor surdo e mudo
Eu quero falar contigo
Mas não me dás um segundo
Eu gosto muito de ti
Mas não sei o que fazer
Para te agradar
Para um dia te ter
Espero ocasião
De trocarmos os olhares
Estarmos de frente a frente
Para comigo falares
Queres chamar-me atenção
Não sei se o queres fazer
Finges não olhar para mim
Mas estás a querer me ver
Eu não sei o que tu queres
És uma mulher mistério
Tens a cabeça no ar
Não levas nada a sério
Tu andas á minha volta
Mas o que tu queres já não dou
Eu desisto estou farto
Para mim tudo acabou
Teu penssamento voava
Como ave de rapina
Hoje tu vendes o corpo
Na rua em qualquer esquina


Antonio Assunção



publicado por ala-goulinho-poemas às 19:19
Sexta-feira, 06 de Fevereiro de 2009

                             
                O inverno chegou
                Veio a geada
                O vento a chuva
                Trevoada
                Veio a neve
                Cai de mansinho
                É lindo ver
                Tudo branquinho
                Muito frio
                Corpos enrregelados
                Muita roupa
                Campos alagados
                Acendo a fogueira
                Vou lêr para entreter
                A chuva é tanta
                Nada para fazer
                Mais lenha na fogueira
                Para não apagar
                Vou buscar mais
                Vou reforçar
                Que fazer?
                O tempo a passar
                A guitarra
                Vou tocar cantar
                Passou o tempo
                Vou jantar
                Mais lenha na fogueira
                Para não apagar
                Um bagaço para a sossega
                Aprendi com meu avô
                Adeus até outro dia
                O poema acabou
       
                Antonio Assunção



publicado por ala-goulinho-poemas às 19:16
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