Sábado, 15 de Janeiro de 2011

A noite tinha chegado

E com ela o nevoeiro

Os cães sempre a ladrar

Para os lados do Valeiro

 

Vim á porta observar

O que se estava a passar

Ouvi galinhas e galos

Estavam todos a gritar

 

Era grande o alvoroço

Eu fui de pé entre pé

Depois de ver o que era

Pensei fazer marcha à ré

 

Vim a casa num instante

E peguei na caçadeira

Para eu ir acabar

Com a raposa matreira

 

Ao chegar à capoeira

Eu fiquei aborrecido

Levou-me uma galinha

Raposa tinha fugido

 

Esperei na noite seguinte

Mais perto da capoeira

Esperando uma ladra

Que era a raposa matreira

 

Eu não sei se a guardei

Se ela me guardou a mim

A matreira não apareceu

E a noite acabou assim

 

Veio a noite seguinte

Eu vi chegar a matreira

Apontei a minha arma

E foi morta á primeira

 

Os dias que se seguiram

Nenhum dos cães mais ladrou

Houve paz na capoeira

E o sossego voltou

 

 

António Assunção

 

 



publicado por ala-goulinho-poemas às 16:58
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