Terça-feira, 27 de Julho de 2010

Nossa fonte tão velhinha

Do tempo do meu avô

Encheu muita cantarinha

Em tempos que já passou

 

Sempre que o sol se escondia

Lá longe no horizonte

Era o terminar do dia

Toda a gente vinha á fonte

 

E nesta fonte velhinha

E neste local bonito

Vinham as moças á fonte

Falar com o namorico

 

E esta fonte bonita

Feita neste caminho

Deu de beber a muita gente

E ao povo do Goulinho

 

Um povo trabalhador

Suor a escorrer da fronte

Vinha aqui refrescar-se

Bebendo água da fonte

 

Por aqui neste caminho

Passou muito viajante

As mulheres do meu Goulinho

Lavavam a roupa no tanque

 

Davas tu fonte tão linda

Boas vindas a quem chegava

Eras a sala de visitas

Hoje estás abandonada

 

Ó fonte eras bonita

Naqueles tempos de outrora

Hoje estás esquecida

Como estás feia agora

 

Embelezar este local

Deve ser obrigação

Da Junta de Freguesia

E da nossa Associação

 

Fonte oferecida ao Goulinho

Por Agostinho Mendes Duarte

Construída por Manuel Lourenço Fernandes

Com muito saber e com arte

 

A fonte tem uma história

Nestes versos se contou

Aqui fica na memória

O que de ti alguém guardou

 

 

António Assunção

 



publicado por ala-goulinho-poemas às 21:19
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